Comércio, evolução da moeda e inflação

Comércio – noção e tipos

A maioria dos bens que utilizamos no dia – a – dia foi produzida num local muito distante de nós.

A distribuição é então, a atividade que estabelece uma ponte de ligação entre a produção e o consumo, abrangendo o conjunto de operações que fazem deslocar os produtos desde a fase inicial da sua produção, até às mãos do comprador. O comprador tanto pode ser o consumidor final como outro utilizador, conforme os bens adquiridos já se encontrem totalmente transformados (bens de consumo) ou ainda possam ser incorporados noutros processos de fabrico (bens de produção).

A distribuição engloba então o transporte e o comércio, duas actividades complementares que aumentam a utilidade dos bens, na medida em que disponibilizam de forma prática aos seus compradores. Os consumidores, conseguem assim encontrar as quantidades de bens de que necessitam em locais próximos de si. Estas atividades são muito importantes para o país, pois bons canais de distribuição e boas redes de transportes permitem “ aproximar” as regiões e ajudar a desenvolver as zonas mais atrasadas.

Produção —- Distribuição —-Consumo

Circuito de distribuição: percurso efetuado pelo bem desde a produção até ao consumo.

A distribuição engloba então o transporte e o comércio, duas atividades complementares que aumentam a utilidade dos bens, na medida em que disponibilizam de forma prática aos seus compradores. Os consumidores, conseguem assim encontrar as quantidades de bens de que necessitam em locais próximos de si. Estas atividades são muito importantes para o país, pois bons canais de distribuição e boas redes de transportes permitem “ aproximar” as regiões e ajudar a desenvolver as zonas mais atrasadas.

Transportes: atividade económica que consiste na deslocação das mercadorias do local de produção para o local de consumo.

O comércio

O comércio é a atividade intermediária de troca que ajuda os produtores a escoarem os seus produtos, permitindo que os consumidores tenham acesso aos bens que desejam. Mas o caminho que os bens percorrem, desde os produtos até ao consumidor final, pode ser mais ou menos extenso, de acordo com o nº de intermediários que intervêm no processo.

Os intermediários dos circuitos de distribuição podem ser grossistas (ou armazenistas) ou retalhistas. Os grossistas ou armazenistas são os comerciantes que compram grandes quantidades de bens, que são armazenados para posteriormente serem revendidos em quantidades menores. Os retalhistas são os comerciantes que adquirem aos grossistas produtos que se destinam a ser vendidos aos consumidores que adquirem aos grossistas produtos que se destinam a ser vendidos aos consumidores em quantidades fracionáveis. São 3 os canais habituais de distribuição, que se classificam como circuito ultra curto (ou direto), circuito curto ou circuito longo.

O circuito ultra curto caracteriza-se por estabelecer uma ligação direta entre o produtor e o consumidor final, eliminando-se, assim, qualquer intermediário no processo de distribuição.

O circuito curto caracteriza-se por ser o produtor a assumir o papel de grossista (ou armazenista), vendendo os seus produtos ao retalhista, que, por sua vez, os comercializa ao consumidor final.

No entanto, existem vantagens e desvantagens em todos os tipo de circuito, pois, por um lado, se a existência de mais intermediários permite alargar a divulgação dos produtos, promovendo o aumento das vendas, por outro lado, também gera custos de intermediação que levam ao aumento do preço dos bens. Quando se elimina, intermediários, os custos diminuem, mas nestas circunstâncias, os produtos não são divulgados a tantos consumidores. Cada unidade produtiva deve então pesar as vantagens e desvantagens a decidir qual a estratégia de distribuição mais adequada.

Nos nossos dias, existem diferentes formas de comércio, pois o aumento da concorrência e o ritmo da evolução tecnológica levaram os comerciantes a diversificar as estratégias de escoamento de produtos. A constante procura de uma redução de custos e as tecnologias da informação e comunicação têm contribuído para alterar o formato dos serviços relacionados com o comércio. A globalização e a mundialização das trocas também vieram revolucionar a lógica deste tipo de negócios.

O aparecimento de novas formas de comércio, como as grandes superfícies ou centros comerciais, obrigou o comércio tradicional a reformular a sua maneira de estar no mercado. Passara, a ser desenvolvidos negócios em parceria, como por ex: o franchising, através do qual uma empresa com um formato de negócio já testado concede a outra o direito de utilizar a sua marca e vender os seus produtos ou serviços num determinado modelo de gestão, em troca de uma certa remuneração.

Os processos de venda também têm evoluído significativamente, tendo as novas tecnologias desempenhado um papel fundamental no que respeita à venda indireta, temos então a comercialização de produtos sem a existência de um encontro físico entre comprador e vendedor. A venda indireta implica métodos como as vendas à distância, a venda automática em equipamentos dispensadores de produtos mediante um pagamento e o comércio electrónico, que disponibiliza os bens e serviços encomendados via Internet.

Comércio Interno e Comércio Externo

Comércio Interno existe quando as trocas são efetuadas dentro de um espaço geográfico nacional e comércio externo ou internacional quando as transações envolvem agentes de diferentes países.

Comércio Tradicional e Comércio Integrado

O comércio tradicional é constituído, normalmente, por pequenos estabelecimentos independentes onde o atendimento é personalizado;

Existem contudo estabelecimentos incluídos numa cadeia de lojas, constituindo o comércio integrado. Do qual existem várias possibilidades: Filiais, Franchising, Grandes superfícies, Grandes superfícies especializadas.

Moeda – é um bem de aceitação generalizada que serve de intermediário nas trocas.

A evolução da moeda – formas de moeda

Vantagens da troca monetária

  • A troca direta deparava com grandes obstáculos, tais como:

    • A dificuldade que cada pessoa sentia em encontrar outra que estivesse interessada na troca de determinados produtos;

    • O facto de as pessoas atribuírem valores diferentes aos produtos que, não sendo por vezes fracionáveis, não possibilitavam o acordo quanto à transação a efetuar

  • Segundo Robertson, são as seguintes, as grandes vantagens da troca monetária:

  1. Permite ao homem, como consumidor, generalizar a sua capacidade de compra e obter da sociedade aquilo que lhe convém, deixando de ser necessária a reciprocidade das necessidades

2 – Possibilita ao homem, como produtor, concentrar a atenção na sua atividade e desta forma contribuir mais eficientemente para a produção geral de bens e serviços.

3 – Facilita os empréstimos e os pagamentos adiantados de todas as espécies (investimentos, adiantamentos, etc….)

4 – Permite a intensificação das trocas internacionais.

Chamamos moeda ao conjunto de todos os meios de pagamento que sejam aceites por todos, em toda a parte e em qualquer momento, para a liquidação das dívidas resultantes das transações ou da prestação de serviços.

  • A moeda é, portanto, um bem de aceitação generalizada que se utiliza como intermediário nas trocas, isto é, em todos os atos de compra e venda de bens e serviços.

  • A moeda surge, assim, como um bem que todos os atos de compra e venda de bens e serviços. A moeda surge, como um bem que todos os indivíduos aceitam sem contestação.

nstrumento geral de trocas e distinto de pagamento

  • 1º Instrumento geral de troca e definitiva de pagamento:

  • Todos os bens e serviços podem ser trocados por moeda, a qual, por sua vez pode ser trocada por bens e serviços, assim a moeda funciona como um meio através do qual as trocas são facilitadas.

  • Com moeda, liquidam-se quaisquer dívidas e adquirem-se imediatamente quaisquer bens.

  • A moeda funciona com termo geral de comparação dos valores de troca dos bens e serviços.

  • Todos os bens têm 1 valor diferente de uns para os outros.

  • É graças às unidades nas quais a moeda é medida (euro, dólar, yene,etc…) que são capazes de medir os preços, os custos, as dívidas e que podemos facilmente comparar o valor de todos os bens e serviços entre si, facilitando ao máximo a sua troca.

  • A moeda é uma forma sob a qual se pode reservar aquela parte do rendimento disponível não destinada a consumo presente, com vista a proporcionar consumo futuro. Keynes traduziu perfeitamente este pensamento, quando afirmou “ A moeda é um verdadeiro laço entre o presente e o futuro”.

Formas evolutivas da moeda

  • As primeiras moedas metálicas, feitas de cobre, bronze ou ferro, tinham numerosos defeitos:

    • Como o seu valor estava relacionado com o seu peso, obrigava a que, em cada transação se procedesse à respectiva pesagem;

    • Detioravam-se facilmente pela ação do tempo;

    • Eram de difícil transporte, quer pela quantidade que pelo peso.

  1. Moeda pesada – esta forma foi muito usual entre os romanos;

  2. Moeda contada – era um processo lento de decompor uma barra ou lingote de metal em fracções, pequenos discos de formas ovóides, facilmente contáveis.

  3. Moeda cunhada – É um tipo que anda já ligado ao Estado, o que através da impressão de efíges nas faces da moeda, dava garantia do seu valor.

Moeda Papel

Tipos diferentes de moeda:

  • Moeda mercadoria

  • Moeda metálica

  • Moeda de papel: Moeda representativa, moeda fiduciária, papel –moeda

  • Moeda escritural.

  • A moeda papel passou pela seguinte evolução:

    • Moeda representativa;

    • Moeda fiduciária;

    • Papel moeda;

    • Moeda escritural ou bancária;

Moeda metálica

Moeda metálica – trata-se de moeda cunhada feita de metal.

– A moeda metálica principal de ouro e prata: a princípio e durante muitos séculos, o valor facial ou monetário da moeda cunhada era aproximadamente igual ao seu valor metálica.

– Moeda divisionária, subsidiária ou de trocos – dado que a moeda principal começou a desaparecer em especial quando o seu valor metálico passava a ser superior ao seu valor facial, passaram a circular moedas cujo valor é inferior a valor da liga metálica.

Moeda representativa

À medida que os, bancos evoluíram e ganhavam confiança, as pessoas passavam a efetuar neles depósitos monetários (ouro/prata), recebendo em contrapartida, notas ou documentos comprovativos de depósitos. A vantagem que apresentavam era a situação de ocuparem muito menos espaço do que a moeda e serem muitíssimo mais fáceis de transportar

A emissão de ouro ou prata desta moeda (certificados de depósitos) era livre, qualquer banco podia emiti-la cada certificado representava, de facto, uma certa quantidade de ouro ou prata depositada no banco.

Moeda escritural ou bancária

  • Esta é a forma de pagamento que não requer nenhuma moeda metálica nem qualquer moeda de papel e que se opera por um simples jogo de escrita dentro dos bancos. Cheques, letras, ordens de transferência, créditos, etc.

Moeda fiduciária

Esta nova forma de moeda apareceu quando os bancos passaram a emitir notas que correspondiam, não à totalidade do valor total de todo o ouro depositado nos bancos, mas apenas a uma parte desse valor. Aconteceu assim porque os bancos achavam não ser necessário possuir tanto ouro quanto o valor das notas. Apesar das notas terem só uma «cobertura» de uma percentagem elas circulavam porque as pessoas confiavam nos bancos. É por esse motivo que se designa moeda fiduciária (fidúcia = confiança)

Papel moeda

  • Notas com reserva parcial, mas inconvertíveis.

  • Surgiu quando em períodos de crise se perdeu a confiança, em virtude dos bancos não conseguirem fazer a conversão das notas em ouro aos seus portadores, que ocorriam aos bancos em massa para fazer a convertibilidade em ouro.

  • O Estado interveio suspendendo a convertibilidade e forçando a sua circulação (curso forçado)

Hoje, é o próprio Estado que emite as notas do banco, através do Banco Central (Banco de Portugal – mas atualmente, supervisionado pelo Banco Central Europeu), concedendo-lhes por lei, poder de pagamento e poder liberatório (com ela pagam-se todas as dívidas). Os bancos emissores são obrigados a manter uma reserva de uma certa percentagem do valor das notas em circulação.

Moeda representativa – moeda de papel, com cobertura em ouro a 100%, e que era nele convertível a todo o momento.

Moeda fiduciária – moeda de papel, com cobertura em ouro inferior a 100%, mas que continuava a ser convertível em ouro.

Papel moeda – moeda de papel, de curso forçado não convertível.

Formas atuais de Moeda:

Moeda metálica

Papel – moeda

Moeda escritural

Desmaterialização da moeda

Nos dias de hoje, a forma de moeda mais usual em todo o lado é a moeda escritural. Os cartões bancários, os cheques e as instruções informáticas aos bancos têm sido os substitutos dos pagamentos em dinheiro “vivo”. Os movimentos de escrita vêem assim sobrepor-se às trocas físicas de moeda, que têm vindo a perder o seu conteúdo material. Estamos perante uma desmaterialização da moeda, em que os proprietários deixam cada vez mais de possuir um bem corpóreo para passar a ter apenas documentos comprovativos da sua posse.

Todas estas transformações a que assistimos provocaram uma enorme expansão do comércio. Assim a desmaterialização da moeda é o processo que consiste no facto de a maioria da moeda atual ter cada vez menos concretização física.

A nova moeda portuguesa – O Euro

O escudo deixou oficialmente de ser a moeda portuguesa em 1 -01 -1999, data em que o euro deu entrada em circulação. Durante o período de transição o euro e o escudo coexistiram.

As notas e moedas de euros só entraram em circulação no início de 2002.

A partir do dia 1 de Janeiro de 1999, a condução da política monetária na Zona Euro passou a ser da responsabilidade do Banco Central Europeu (BCE). Nesta data 11 países passaram a responsabilidade das suas políticas monetárias para o BCE. Para integrarem a zona Euro, os estados-membros tiveram de cumprir os critérios de convergência previstos no Tratado de Maastricht.

A área do Euro, era inicialmente formada pela Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. Em 2001 aderiu a Grécia, em 2007 seguiu-se a Eslovénia, em 2008 o Chipre e Malta e, em 1 de Janeiro de 2009, a Eslováquia também aderiu à Zona Euro, a qual passou então a ser constituída por 16 países.

Fases da União Económica e Monetária

1ª Fase – Início a 1 de Julho de 1990

  • Criação de condições para uma maior convergência entre as economias europeias

  • Abolição do controlo de câmbios, através da livre circulação de capitais.

2ª Fase – Início a 1 de Janeiro de 1994

  • Independência dos Bancos Centrais Nacionais face às autoridades políticas;

  • Estabelecimento do Instituto Monetário Europeu (IME), instituição percussora do BCE.

  • Coordenação cada vez mais reforçada das políticas monetárias nacionais

3ª Fase – Início a 1 de Janeiro de 1999

  • Fixação irrevogável das taxas de conversão das divisas dos Estados membros admitidos à moeda única.

  • O IME cedeu o seu lugar ao Banco Central Europeu (BCE)

  • Criação do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC), constituído pelos bancos centrais nacionais e pelo Banco Central Europeu.

Critérios de Convergência

Inflação: dentro de uma faixa de variação de 1,5% relativamente à média dos 3 estados-membros com melhores resultados em termos de estabilidade de preços.

Défice orçamental: igual ou inferior a 3% do PIB

Dívida pública – igual ou inferior a 60% do PIB ou tendência decrescente para 60%.

Taxas de Juro de longo prazo – dentro da faixa de 2% relativamente à média dos 3 estados membros com menor taxa de juro

Estabilidade cambial – cumprimento, durante pelo menos dois anos, das margens normais do SME sem desvalorização.

Vantagens da moeda única

Para os particulares

  • Facilita a comparação dos preços dos produtos nos vários países.

  • Facilita o turismo, porque não é necessário fazer câmbio de moeda.

  • Os salários, as poupanças e as reformas tornam-se mais estáveis, porque o valor da moeda é mais estável.

Para as empresas

  • Diminui os custos dos negócios, porque evita os câmbios

  • Diminui os riscos dos negócios

Desvantagens da moeda única

– Sobrecarga de informação para o consumidor final, devido à dupla fixação de preços;

– Custos de preparação da introdução do euro por parte do setor bancário;

– Elevado investimento em caixas automática, cabines telefónicas, máquinas de contagem de moedas e notas, parquímetros, máquinas registadoras, etc.

– Dupla contabilização e utilização de dois sistemas de pagamentos diferentes.

– Perca da capacidade de usar a política cambial para aumentar a competitividade internacional.

O preço de um bem – noção e componentes

O preço é a quantidade de moeda necessária para se adquirir um determinado bem ou serviço. Representa o valor do bem ou serviço expresso numa determinada unidade monetária, que, no caso português, é o euro. Mas o preço dos bens e dos serviços depende de um conjunto de factores, como os custos de produção, as margens de lucro, o nº de compradores e de produtores, a tecnologia, etc.

Inflação

  • De uma maneira geral, chama-se inflação, à subida contínua, persistente e generalizada dos preços.

  • Para se poder falar de inflação, torna-se necessário que as subidas dos preços sejam suficientemente generalizadas e permaneçam no tempo, provocando outras subidas, num processo auto-sustentado.

Categorias de inflação

  • Inflação moderada;

  • Inflação galopante;

  • Hiperinflação;

  • Inflação moderada – quando existe um aumento lento e quase imperceptível do nível geral dos preços com uma taxa inferior (segundo Samuelson) a 10% ao ano.

  • Inflação galopante – quando há um aumento rápido e violento do nível geral dos preços, provocando problemas económicos de certa gravidade. O dinheiro perde muito rapidamente o seu valor. As taxas podem subir de 20 a 200% ao ano.

Causas explicativas da inflação

  • Inflação por inércia;

  • Inflação pela procura;

  • Inflação pelos custos;

  • Causas estruturais.

  • Inflação pela inércia – É a taxa de inflação que é esperada e integrada nos contratos de trabalho e acordos informais, a que se dá o nome de taxa de inflação pela inércia ou taxa de inflação esperada. Por ex: no caso Português o Governo avança com a previsão de 2,5% que segundo alguns analista subvaloriza alguns impactos da crise que se avizinha, mas o valor previsto deve sempre por parte do estado ser o mais optimista pois permite-lhe mais margem de negociação nos aumentos salariais da F. pública.

Inflação pela procura – Quando se verifica um apreciável aumento na quantidade de moeda em circulação no sistema económico, sem que esse aumento seja acompanhado por um paralelo e rápido aumento do volume de bens e serviços produzidos. Isto significa, que existe um aumento do poder de compra dos consumidores que se reflecte no crescimento da procura global que não é acompanhado por elevação do nível da oferta o que faz com que ocorra uma subida dos preços

  • O que leva os governos a aumentarem a quantidade de moeda em circulação?

  • Normalmente o governo injecta novas emissões de papel-moeda no sistema económico para cobrir défices orçamentais, défices que são provocados por investimentos públicos na vida económica (sobretudo à formação de infra-estruturas ou por exigências de natureza social.

  • Inflação pelos custos – verifica-se sempre que os custos de produção aumentam, mesmo que não haja excesso de procura de bens ou de factores produtivos.

  • Exemplo a subida do preço do petróleo que é um factor produtivo importantíssimo tem impacto na generalidade dos bens produzidos.

Consequências da inflação

  • As inflações moderadas (1 – 4%) desde que não ultrapassem limites considerados críticos, podem ser estimulantes, sobretudo nas economias em desenvolvimento.

  • Pois a subida dos preços em determinados produtos pode servir de incentivo para os empresários apostarem mais em determinado sector na perspectiva de aumentarem os seus lucros.

  • Sobre o poder de compra da moeda – dá-se uma redução do poder de compra da moeda ex: com uma inflação de 5% ao ano um casaco que em 2007 custava 100€ vou ter que despender em 2008 105€ pelo mesmo casaco.

  • Este tipo de inflação prejudica essencialmente que vive de rendimentos fixos que é a maioria da população.

  • Nítida repulsa pela retenção de moeda em forma líquida – com o desencadear da inflação e com a depreciação da moeda, é obvio que ninguém quer reter a moeda, notas de banco, depósitos a prazo, á ordem etc….

  • Assim, os consumidores tê m tendência para aumentar o consumo ou aplicar as suas poupanças em bens de luxo, metais preciosos.

  • Hiperinflação – quando ocorre um aumento extremamente rápido e violento do nível geral dos preços, provocando uma situação fatal sobre as economias.

  • Ex: situação vivida atualmente no continente africano com níveis de inflação crescentes a taxas assustadoras.Há alguns anos por exemplo no Zimbawe.

Exercícios saídos em Exame:

1 -A moeda de papel cuja circulação se faz tendo por base a confiança na sua convertibilidade intitula-se:

A – moeda fiduciária;

B – moeda representativa;

C – papel moeda

D – moeda cunhada

2 -A taxa de inflação

A – é a taxa de crescimento dos juros;

B – é o preço do dinheiro;

C – é a taxa de crescimento dos preços no consumidor;

D –é a taxa de referência dos câmbios.

3 – O processo de criação de moeda levado a cabo pelo sistema bancário

A – implica a indexação das taxas de juro; – Taxa Euribor – Créditos Habitação

B – desenrola-se no Mercado Secundário;

C – permite a redistribuição do rendimento de um país;

D – é feito através da concessão de novos empréstimos que voltam a ser, parcialmente aplicados.

4 – O aumento contínuo, inesperado e generalizado dos preços dos bens denomina-se….

A – inflação

B – deflação – descida dos preços…..

C – índice de preços no consumidor – cabaz de bens…..

D – índice harmonizado de preços no consumidor – IPC e com inflação

5 – A moeda representada através de um certificado correspondente a uma determinada quantia, em ouro ou prata, previamente depositada, denomina-se

A – moeda electrónica – e-banking, cartões crédito e débito

B – moeda escritural – Moeda criada pelos bancos anterior, cheques, livranças, letras

C – moeda fiduciária – confiança valor inferior a 100%, convertível

D – moeda representativa – 100% convertível.

6 – Actualmente, assiste-se a uma perda do conteúdo material da moeda – Desmaterialização da moeda

A – passando, muitas vezes, os seus proprietários a deter apenas documentos comprovativos da sua posse

B – verificando-se uma desvalorização monetária

C – que corresponde a uma diminuição das prestações sociais do Estado

D – patente na diminuição das remessas dos emigrantes.

7 – A actividade que estabelece uma ligação entre a produção e o consumo denomina-se

A – publicidade

B – distribuição – inclui o transporte e o comércio (inclui a publicidade)

C – comércio

D – transporte

8 – A remuneração pela cedência temporária de uma determinada quantia em dinheiro intitula-se

A – juro

B – taxa de câmbio

C – crédito

D- unidade de participação

9 – Uma das funções da moeda é:

A – Avaliar a qualidade dos bens – Análise Qualitativa não pode ser avaliada pela moeda.

B – ser intermediária da troca directa

C – ser um instrumento de política monetária

D – ser um meio de pagamento geral de definitivo.

10 – A distribuição é uma actividade económica que engloba

A – a produção e o consumo

B – o consumo e os transportes

C – a produção e o comércio

D – o comércio e os transportes

11 – A desmaterialização da moeda tem estado associada

A – ao aparecimento de novos tipos de moeda – Cheques, transferências , cartões, internet

B – a passagem da troca indirecta para a troca directa

C- a tendência para a subida da inflação

D – ao processo de desvalorização da moeda

12 – Comprou-se por 200,00€ um casaco que foi pago utilizando-se um cartão de débito. Nesta operação..

A – foi utilizada moeda escritural, que serviu de meio de pagamento

B – foi utilizada moeda escritural, que serviu de unidade de medida de valor

C – foi utilizado papel-moeda que serviu de unidade de medida de valor

D – foi utilizado papel-moeda, que serviu de meio de pagamento.

Moeda escritural- toda a moeda criada pelos bancos: cheques, letras, livranças, cartões, transferências,etc.

13 – São considerados tipos de moeda

A – o papel moeda e os cheques

B – as notas de banco e os cartões de crédito

C – as notas de banco e os cartões de débito

D – o papel moeda e a moeda escritural

Formas actuais de Moeda:

Moeda metálica

Papel – moeda

Moeda escritural

14 – Com a expressão « países da zona euro» pretende-se designar todos os países que….

A – pertenceram à Europa de Leste – PECOS

B – integram a União Europeia – Países da UE

C – mantém relações económicas com a Europa – R. Mundo

D – aderiram à moeda única europeia – Zona Euro

Outras Questões

1 – As trocas começaram por ser directas.

A – A troca directa surge como consequência da Divisão social do trabalho

B – Uma das vantagens da troca directa reside no facto de cada bem ter inúmeros preços, tantos quantos os bens pelos quais pode ser trocado. – não há moeda, não havia preços

C – Embora o sal, as peles e os cereais tenham servido como intermediários nas trocas, não podiam ser considerados como moeda. –não porque não são bens de troca generalizada, não são duradouros

D – Nenhuma das alternativas anteriores está correcta.

2 – Ao longo do tempo a moeda tem sofrido inúmeras evoluções

A – O valor facial da moeda de trocos deve ser igual ao seu valor real

B – Chama-se valor real da moeda ao valor nela inscrito

C – A moeda escritural é constituída pelos depósitos bancários

D – A moeda de papel engloba os depósitos bancários e os cheques.

3 – A moeda única apresenta vantagens e desvantagens

A – Uma das principais vantagens da utilização de uma moeda única está relacionada com a possibilidade da EU poder mais facilmente competir ao nível do comércio internacional.

B – Outra vantagem da moeda única é a possibilidade de os governos nacionais continuarem a poder manipular a taxa de câmbio para aumentarem as exportações.

C – Uma das principais desvantagens para as empresas reside na instabilidade que proporciona.

D – Para os particulares, é desvantajosa, na medida em que permite mais facilmente comparar preços dos produtos entre países diferentes.

4 – As trocas directas nem sempre eram fáceis

A – Muitas vezes, os bens a trocar não eram divisíveis, isto é, não podiam ser guardados e, por isso, dificilmente eram usados nas trocas.

B – A existência de vários preços para cada bem era outro obstáculo

C – O volume e o peso de alguns bens não impediam as trocas

D – O facto de ambos os intervenientes na troca terem que estar de acordo quanto aos produtos a comprar só facilitava este tipo de trocas.

 

 

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Registo das Relações com o Resto do Mundo

O registo das relações com o resto do mundo – A balança de pagamentos
É na Balança de Pagamentos que são registados todos os movimentos financeiros decorrentes das relações económicas ocorridas entre um determinado país e o resto do mundo. É pois nesta balança que são registadas as entradas de capitais motivadas pelas exportações de mercadorias, as saídas de capitais associadas às importações de mercadorias, as entradas de capitais motivadas pelos investimentos realizados por agentes económicos estrangeiros, as entradas de capitais associadas a subsídios ou a remessas de emigrantes, entre muitos outros movimentos financeiros.

Os fluxos migratórios e as relações económicas
Os movimentos de pessoas entre os diferentes países, migrações, conduzem a transferências monetárias para os seus países de origem, transferências essas que designamos de remessas dos emigrantes, extremamente importantes para alguns países para o equilibrio das suas contas externas

Actualmente os capitais circulam com maior facilidade entre os diversos países procurando condições mais atractivas, e quando essas condições deixam de existir ou se tornam menos atractivas transferem-se com grande facilidade para outras regiões.

Da mesma forma também os Empréstimos efectuados entre instituições de diferentes países, muitas vezes utilizados para suprir a escassez de capital característica dos países mais pobres e, assim financiar projectos de desenvolvimento económico ou outros.

Balança de mercadorias
Nesta balança são registados os fluxos monetários resultantes das trocas de mercadorias do país com o exterior.
Quando um país compra mercadorias a outro está a efectuar uma importação, a que corresponde, em termos monetários, uma saída de moeda da sua economia, que é registada nesta balança a débito.
O registo a crédito verifica-se quando um país vende mercadorias ao exterior, o que corresponde a uma entrada de moeda, designando-se este movimento por exportação.

Balança Comercial
Na Balança Comercial são registados os valores das importações e das exportações de mercadorias. No caso do valor das importações ser superior ao valor das exportações, a saída de capitais é superior à entrada de capitais pelo que o saldo da Balança Comercial é desfavorável diz-se que se verifica um défice comercial. Pelo contrário, se o valor das exportações for superior ao valor das importações a entrada de capitais é superior à saída de capitais pelo que o saldo da Balança Comercial é favorável, neste caso temos um superavite comercial.
A Balança Comercial é uma das componentes da Balança de Pagamentos de determinado país, onde são registadas as importações e as exportações de mercadorias, nomeadamente bens primários / matérias-primas (bens alimentares, combustíveis, minério,…) e bens industriais (equipamentos, veículos,…).
Quando o montante das exportações é superior ao montante das importações diz-se que se verifica um superavit comercial. Na situação inversa diz-se que se verifica um défice comercial. Para efeitos de análise e comparação entre diferentes países, é comum efectuar a análise em função do PIB

Mercado de Câmbios
O valor da moeda não é algo imutável. As moedas tais como qualquer outra mercadoria, são objecto de transacção. O mercado onde se trocam moedas designa-se Mercado de Câmbios. O valor da moeda nesse mercado depende da oferta e da procura dessa moeda.

Importância da taxa de câmbios
Para que esse câmbio seja possivel, é necessário que exista uma relação de troca quantitativa, entre as 2 moedas.
A relação existente entre 2 moedas chama-se taxa de câmbio.

Sistema de câmbios fixos
Quando as autoridades monetárias do país definem  elas próprias as taxas de câmbio da sua moeda face às outras, intervindo no mercado sempre que necessário para manter essas paridades previamente fixadas.

Sistema de câmbios flexiveis
Quando as autoridades monetárias se abstêm de intervir, deixando o mercado, através do seu mecanismo regulador, a tarefa de fixar as taxas de câmbio da sua moeda.

Valorização e desvalorização da moeda
Quando a taxa de câmbio de uma moeda desce temos uma desvalorização ou depreciação da moeda. Nesta situação a nossa moeda passa a valer menos face às moedas estrangeiras, por exemplo se o Euro valorizar face ao dólar um turista americano no Algarve vai ter que dar mais dólares para passar férias em Portugal. Por outro lado um português que compre um computador americano vai ter que dar menos euros para a transacção pois o euro fica valorizado face ao dólar.

Relação entre o câmbio e a balança de mercadorias
Antes de Portugal aderir à moeda única Portugal recorria várias vezes à desvalorização da sua moeda como factor de competitividade internacional pois desta forma conseguia ser mais competitivo no mercado internacional pois aumentava as suas exportações ao mesmo tempo que baixava as suas importações causando melhorias na sua balança de mercadorias.

Divisas
Moeda com aceitação internacional que por essa razão é utilizada como forma de pagamento nas trocas internacionais.
-Meios de pagamento utilizados no comércio internacional (ex: euro e reservas de ouro).
-Nem todas as moedas nacionais são aceites nas trocas internacionais, por estarem sujeitas a flutuações frequentes ou porque se verifica uma instabilidade económica nesses países.
-As divisas utilizadas pelos importadores são moedas fortes, ou seja, com uma elevada procura no comércio internacional.
-Actualmente o dólar e o euro são divisas fortes com boa aceitação nas relações económicas internacionais.
Exemplo:
-Na zona Euro, os pagamentos são efectuados em euros.
-Em situações de comércio entre a zona Euro e um país fora desta zona, é necessário fazer pagamentos na moeda do país em causa, numa aceite internacionalmente ou em ouro proveniente das reservas dos bancos centrais…

Indicadores do Comércio Externo
Dos diversos indicadores do comércio externo salientamos 2:
Taxa de Cobertura;
Estrutura do Comércio Externo;

Balança de Mercadorias e a Tx de cobertura
Quando a balança de mercadorias é deficitária, ou seja, o seu saldo é negativo, a taxa de cobertura tem um valor inferior a 100, uma vez que significa que o valor das exportações é inferior ao das importações
Quando o saldo é nulo, a Balança está equilibrada e a tx de cobertura é igual a 100
Quando o saldo é superavitário a taxa de cobertura é superior a 100

Taxa de cobertura
A taxa de cobertura indica-nos a percentagem do valor das importações que é coberta pelas nossas exportações.
Por exemplo se em Portugal tivermos 70% de taxa de cobertura significa que 70% das importações realizadas pelo nosso país são cobertas pelas nossas exportações o que significa que a nossa Balança Comercial é deficitária.
Taxa de Cobertura
Exportações x 100 Importações

Estrutura do comércio externo
A Estrutura do Comércio Externo pressupõem uma análise do tipo de bens que o país exporta e que importa.
Quando um pais importa essencialmente bens que incorporam uma elevada e sofisticada transformação industrial e simultaneamente, exporta bens com fraca ou nenhuma transformação estamos a falar de um pais pouco desenvolvido.

A situação contrária acontece quando a estrutura das exportações assenta em bens industriais de alto valor acrescentado e por sua vez as importações são essencialmente de bens de natureza primária esta situação é característica dos países desenvolvidos.

Balança de serviços
Na Balança de Serviços são registados os fluxos financeiros relacionados com a prestação de serviços entre países , um dos mais importantes serviços , em especial no caso português, são as receitas com a actividade turística. Dada a sua similaridade, muitas vezes é efectuada a junção entre a Balança Comercial e a Balança de Serviços, resultando daí a Balança de Bens e Serviços.

Balança de Serviços: onde tem particular importância para Portugal, o turismo.

Balança de Rendimentos
Registam-se nesta balança os fluxos monetários resultantes da movimentação de rendimentos de dois tipos:
Rendimentos de trabalho;
Rendimentos de investimento;

Balança de transferências correntes
Balança de transferências: onde se destacam as remessas dos emigrantes.
Registam-se os seguintes fluxos monetários
Remessas de emigrantes e imigrantes
Transferências correntes com a EU
Fluxos financeiros associados a cooperação entre estados
Recebimento de pensões por emigrantes regressados definitivamente.

Estas transferências são classificadas como:
Públicas, quando envolvem o Estado Português;
Privadas, quando o Estado Português nelas não intervém, mesmo quando provenientes de outro Estado ou organização estadal.

Balança de transferÊncias unilaterais
Na Balança de Transferências Unilaterais são registados as entradas e saídas de valores sem contrapartidas reais associadas como sejam os subsídios comunitários recebidos, as doações obtidas e concedidas e as remessas dos emigrantes obtidas e concedidas.

Balança Corrente
Balança Corrente: Balança de Mercadorias, Balança de Serviços, Balança de Rendimentos, Balança de Transferências Correntes.
O Saldo da Balança Corrente indica, de certa forma, se uma economia está a viver dentro dos limites do seu rendimento.
Se apresenta valores positivos a poupança interna é excedentária face às necessidades nacionais;
Se o saldo é negativo mostra que o nível da actividade económica interna está a ser sustentado da entrada de Poupança Externa

Balança de capital
Balança de Capital: inclui os fluxos não correntes de capitais entre um país e o resto do mundo  (uma os recebimentos de capitais da EU ou os fluxos associados à cooperação entre Estados).

Balança financeira
Balança Financeira: destaca-se o investimento directo estrangeiro entre um pais e o resto do mundo.
A Balança Financeira é composta por 5 rubricas:
Investimento directo
Investimento de Carteira
Outro investimento
Derivados financeiros
Activos de Reserva

Políticas Comerciais e a Organização do Comércio Mundial
A dimensão das trocas internacionais é superior a qualquer outra época da história. As mercadorias cruzam hoje todo o mundo, impulsionadas pelo desenvolvimento dos transportes e também das comunicações e dos serviços e da maior facilidade de circulação do capital.
Existe uma cresce liberalização da economia mundial que se repercute num processo a que chamamos de Globalização.

Proteccionismo – Instrumentos de Política Externa
O Proteccionismo está relacionado numa fase inicial à corrente mercantilista que vigorou nos séculos XVI e XVII, um pouco por toda a Europa.
Esta corrente defendia que a riqueza de um pais dependia da quantidade de metal precioso que detinha para aumentar a sua riqueza cada país importava o mínimo possível pois as importações implicavam a saída do metal precioso.
Desta forma cada país tentava restringir o comércio com o exterior, pelo menos no que respeita às importações, já que as exportações implicavam a entrada de metal precioso.
Este principio voltou a ser defendido e posto em prática no sec. XX, principalmente no período entre a 2 guerras mundiais, depois de um interregno de 2 séculos em que foi substituído pelas ideias livre-cambistas.

Tipos de proteccionismo menos transparentes:
Subsídios às exportações
Dumping
Desvalorização da moeda
Vantagens e inconvenientes do proteccionismo. O proteccionismo poderá ser justificado em determinados períodos e para certos bens.

Proteccionismo às Importações
Barreiras Alfandegárias
-Barreiras Tarifárias (ex: Direitos aduaneiros)
-Barreiras não tarifárias (ex: Contingentes)

Proteccionismo às Exportações
-Subsídios à exportação
-Dumping (Económico, social, fiscal e ecológico)
-Desvalorização da moeda

Instrumentos de Politica Comercial Externa
Direitos aduaneiros: trata-se de impostos que são aplicados aos produtos importados, que, assim se tornam mais caros, desincentivando, desta forma, a sua aquisição pelos consumidores.
Contingentação: fixação de limites máximos em volume ou valor monetário para a importação de determinados tipos de produtos.

Barreiras não tarifárias: inclui-se dentro desta categoria todo um conjunto de obstáculos às importações que não passam pelo pagamento de quaisquer taxas ou impostos mas pela exigência de cumprimento de determinadas regras de segurança ou de higiene ou outras, no sentido de dificultar essas mesmas importações.

Subsídios à Exportação: neste caso, assim como no exemplo seguinte, o objectivo não é o de desencorajar as importações, mas o de encorajar as exportações.
Dumping: trata-se de um termo técnico utilizado para definir a venda, no exterior, de um produto a preços inferiores aos praticados dentro do espaço nacional.

Livre Cambismo
A teoria livre-cambista deriva da filosofia política liberal nascida no século XVIII. A Grã-Bretanha foi a grande incentivadora do livre-cambismo, pois, tendo sido a primeira nação a encetar a Revolução Industrial, via no livre-câmbio de mercadorias a melhor forma de expandir as sua exportações e, em consequência, a sua economia
Autores ingleses como Adam Smith e David Ricardo salientaram as vantagens de uma ordem económica internacional baseada nesta doutrina: só ela proporcionaria a melhor utilização possível dos recursos, mediante a especialização dos países nas actividades para as quais estão mais vocacionados (a chamada divisão internacional do trabalho).
Dumping
É a forma mais comum de comportamento ilegal de concorrer no mercado internacional quando os bens são vendidos a preços inferiores ao seu custo de produção ou mais baratas do que no mercado interno dos países exportadores. Esta prática visa eliminar concorrentes, aumentar a quota de mercado dos países exportadores, mas origina prejuízos materiais à indústria dos países importadores. É o dumping económico. Podemos falar ainda em dumping:
-social
-ecológico
-monetário
-fiscal

Quando os bens são vendidos a preços mais baixos do que no mercado interno dos países exportadores, em consequência baixos ordenados e más condições de trabalho falta de legislação que obrigue as empresas a não poluir o ambiente, manipulação das taxas de câmbio e evasão fiscal e facilidades fiscais.
O dumping social (exploração da mão-de-obra) surge quando os baixos custos de produção com base na mão-de-obra barata, permite fixar preços mais baixos aumentando a competitividade à custa de um problema social.
Será dumping monetário quando as autoridades monetárias manipulam as taxas de câmbio para que os produtos sejam mais competitivos ao nível internacional.

Livre Cambismo
O comércio internacional está hoje, por força de sucessivos acordos (como o GATT) e de organizações internacionais como a União Europeia, o NAFTA, o MERCOSUL e a Organização Mundial do Comércio, estabelecido de forma muito próxima da formulação livre-cambista. A divisão internacional do trabalho é baseada no princípio Ricardiano das vantagens comparativas, que se considera conduzir à máxima eficiência de afectação dos recursos a nível mundial, à optimização do bem-estar e ao máximo benefício dos consumidores

Livre Cambismo versus Proteccionismo
O Livre cambismo ou comércio livre defende as trocas entre os países sem quaisquer entraves.
O Proteccionismo não deixa de defender o comércio entre países, contudo, entende que se deve realçar o comércio nacional. Impõe algumas restrições para não prejudicar as economias nacionais penalizando as outras economias com as quais estabelecem relações comerciais.
Instrumentos de proteccionismo:
Barreiras alfandegárias: Barreiras tarifárias (Direitos aduaneiros), Barreiras não tarifárias (Contingentação), ex: Embargo Comercial, forma extrema de contingentação.

GATT
Conjunto de acordos de comércio internacional que têm como fim a abolição das tarifas e das taxas aduaneiras entre os países signatários. O primeiro acordo foi estabelecido em 1947, em Genebra, sob os auspícios da Organização das Nações Unidas, por 23 países, e tinha como fim harmonizar as políticas aduaneiras dos estados signatários. As rondas de negociações mais importantes foram as chamadas “Kennedy Round” (1964-1967), “Tóquio Round” (1973-1979) e “Uruguai Round” (1886-1993). Este último acordo foi assinado por 117 países e teve como objectivo reduzir os entraves ao comércio mundial, tornando-o mais interdependente pelas sucessivas reduções das pautas aduaneiras. Pela primeira vez, este importante programa de liberalização do comércio mundial incluiu produtos agrícolas e serviços. Os acordos sucessivos permitiram baixar a média das percentagens das tarifas mundiais aplicadas às mercadorias industriais de 40% em 1947 para 5% em 1993. Estes acordos tornaram-se uma espécie de código de conduta dos governos em matéria de comércio internacional. Enquanto organização internacional, o GATT tem sede em Genebra, na Suíça, onde funcionava inicialmente o Secretariado, um Conselho de Representantes e uma Assembleia anual. Estes órgãos foram substituídos nos anos 90 por uma única instituição, denominada Organização Internacional do Comércio. Portugal aderiu em 1962, sendo o 44.o subscritor do GATT.
Inicialmente, o GATT funcionava através de negociações (denominadas de rounds numa alusão aos combates de boxe devido à enorme dificuldade de obtenção de consenso). Nas primeiras negociações conseguiu-se, essencialmente, a descida das tarifas das principais mercadorias, passando, depois, para temas como as medidas anti-dumping e outras barreiras não tarifárias. Posteriormente, os temas passaram a ser a regulamentação das trocas, já não directamente de mercadorias, mas de serviços, tais como telecomunicações, seguros, informação financeira,etc.

OMC
A Organização Mundial do Comércio (OMC) é uma organização internacional que trata das regras sobre o comércio entre as nações. Os membros da OMC negociam e assinam acordos que depois são ratificados pelo parlamento de cada nação e passam a regular o comércio internacional.[1] Em inglês é denominada World Trade Organization” (WTO) e possui 153 membros.
Actualmente, a OMC, contrariamente ao GATT funciona ininterruptamente, o seu principal objectivo continua a ser a liberalização do Comércio Mundial.
OMC objetivos:
Para proporcionar a liberalização do comércio externo, a OMC aplica os princípios:
-Da reciprocidade: se um país concede facilidades no acesso ao seu mercado por parte de bens provenientes de outro, então este deverá proporcionar o inverso
-Da não discriminação: sempre que um país concede mais facilidades no acesso ao seu mercado aos bens provenientes de outros, então esta situação deverá estender-se a todos os restantes países a quem adquire bens.

Questões de revisão 1 – a taxa de inflação
… é a taxa de crescimento dos juros
… é o preço do dinheiro
… é a taxa de crescimento dos preços no consumidor
… é a taxa de referência dos câmbios.

Questões de revisão 2- O aumento contínuo, inesperado e generalizado dos preços dos bens denomina-se…
… inflação;
… deflação
… Índice de Preços no consumidor;
… Índice Harmonizado de preços no consumidor.

Questões de revisão 3- O salário real…
… corresponde ao total das remunerações do trabalhador depois de se deduzirem os impostos e contribuições sociais
Corresponde ao poder de compra do salário nominal
… corresponde ao rendimento pessoal disponível.
… corresponde à quantidade de moeda que um indivíduo recebe em troca de trabalho.

Questões de revisão 4- O automóvel é uma necessidade primária Esta afirmação é…
… verdadeira, porque o automóvel é essencial para deslocações na cidade
… falsa, porque o automóvel é um bem e não uma necessidade
… verdadeira, porque o automóvel pode facilmente adquirir-se a crédito;
… falsa, porque o automóvel prejudica o ambiente, quando utilizado na cidade.

Questões de revisão 5- Fazem parte da população activa…
… as donas de casa;
… os estudantes;
… os indivíduos com idade superior a 15 anos;
… os desempregados.

Questões de revisão 6- A forma de salário que representa a quantidade de moeda que um indivíduo recebe em troca do seu trabalho designa-se…
… salário nominal;
… salário bruto;
… salário real;
… salário ilíquido.

Questões de revisão 7- O custo de oportunidade…
… representa o total dos encargos suportados com um negócio
… corresponde ao valor que os consumidores estão dispostos a pagar por um bem material;
… mede-se através da melhor alternativa que foi sacrificada quando se efectuou uma escolha
… calcula-se em função dos rendimentos gerados no acto produtivo.

Questões de revisão 8- O salário que resulta depois de se deduzirem os impostos e as contribuições sociais ao salário bruto denomina-se salário…

a – iliquido

b – liquido

c – real

d – nominal

Questões de revisão 9- O Quadro onde se registam todas as transacções económicas que se operam entre um país e o Resto do Mundo denomina-se…

a – Orçamento de Estado

b – Quadro de Entradas e Saídas

c – Balança de pagamentos

D – SEC 95

Questões de revisão 10- É exemplo de uma medida de combate ao desemprego…

a – a aleração da taxa de juro dos depósitos à ordem

b – o aumento da idade de reforma dos trabalhadores

c – o equilíbrio das contas públicas

d – a implementação de cursos de formação profissional.

Bens Complementares

Dois bens completamentares quando o uso de um implica automaticamente o uso de outro. Nenhum dos bens pode sozinho satisfazer a necessidade.

Exemplo: O automóvel e a gasolina, o café e a água, o cigarro e o isqueiro.

Produção e Processo Produtivo

Produção é a atividade económica socialmente organizada que consiste em obter organizada que consiste em obter bens e serviços que se trocam habitualmente no mercado.

Processo produtivo: é a forma como se organiza a produção dentro de uma unidade produtiva.

Notícias sobre desemprego

http://www.tvi24.iol.pt/economia—economia/economista-oit-desemprego-trabalho-crise-recessao/1529979-6377.html

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3325314&page=-1

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3325176

Crises económicas e o desemprego

As crises económicas são um fator relevante de desemprego com carateristicas graves. Associada à crise económica ocorre uma redução da atividade económica o que implica uma redução da produção que promove a redução dos efetivos ativos, há nesta circunstância um aumento dos despedimentos e consequentemente do desemprego. O Desemprego aumenta bastante e normalmente de longa duração.

Necessidade de existência de comércio

O comércio entre os povos tem por base a necessidade de consumir outros bens que não são produzidos internamente.

– As trocas entre os países são de natureza diversa, abrangendo mercadorias, serviços e capitais.

Acto Europeu

O acto unico europeu foi criado em 1 Julho de 1987, verificou-se que era necessário empreender reformas que permitissem melhorar em termos económicos as relações entre os estados membros. Desta forma foram calendarizadas etapas no sentido de se instituir um mercado único em 1992.
O mercado único pressupoem a livre circulação de pessoas, bens e mercadorias e capitais o que foi de extrema importância para cimentar as relações económicas entre os vários estados membros.

Alargamento na UE

 Alargamento da União Europeia
A União Europeia iniciou-se com 6 países que fundaram a CEE (Comunidade Economica Europeia) pelo tratado de Roma em 1957.
Após isto o alargamento foi só em 1973 com a entrada para a CEE de mais 3 países a Irlanda, o Reino Unido e a Dinamarca.
Em 1981 entrou para a CEE a Grécia.
Em 1986 entraram para a CEE a Espanha e Portugal.
Em 1995 entraram para a UE a Suécia, a Finlândia e a Austria
Em 2004 ocorreu o maior alargamento de sempre com a entrada de mais 10 países membros em que se destaca o alargamento a leste uma vez que a maior parte dos países são de Leste.
Em 2007 ocorreu o último alargamento com a adesão à UE da Bulgária e da Roménia.